A economia brasileira abriu 35.457 vagas de trabalho com carteira assinada em agosto deste ano, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho nesta quinta-feira (21).

No mês passado, foram registradas 1.254.951 contratações e 1.219.494 demissões de trabalhadores com carteira assinada.
Esse foi o quinto mês consecutivo com criação de vagas com carteira assinada e foi também a primeira vez, desde 2014, em que as contratações superaram as demissões no mês de agosto. Deste modo, foi o melhor mês de agosto em três anos.
No mesmo mês de 2015 e do ano passado, respectivamente, foram fechadas 86.543 e 33.953 vagas de trabalho. Em agosto de 2014, por sua vez, foram abertas 101.425 vagas de empregos com carteira assinada. O melhor agosto da série histórica, que começa em 1992, aconteceu em 2010 - quando foram criadas 299.415 vagas formais.
 
Parcial do ano
No acumulado de janeiro a agosto deste ano, ainda de acordo com o governo, foram gerados 163.417 empregos com carteira assinada. No mesmo período do ano passado, o governo informou que foram demitidos 651.288 trabalhadores.
Esse também foi o melhor resultado, para os oito primeiros meses de um ano, desde 2014, quando foram criados 802.305 empregos com carteira assinada.
Os números de criação de empregos formais do acumulado de 2017, e de igual período dos últimos anos, foram ajustados para incorporar as informações enviadas pelas empresas fora do prazo nos meses de janeiro a julho. Os dados de agosto ainda são considerados sem ajuste.
O Ministério do Trabalho informou também que, nos últimos doze meses, foi registrada a demissão de 544.658 trabalhadores com carteira assinada.
Com isso, o total de trabalhadores empregados no país, com carteira assinada, somou 38,48 milhões de pessoas em agosto deste ano, contra 39,02 milhões no mesmo mês do ano passado.
 
Setores da economia
Em agosto deste ano, de acordo com o Ministério do Trabalho, cinco setores da economia admitiram mais do que demitiram. O setor que mais contratou foram os serviços, com 23.299 vagas abertas.
Neste período, a indústria de transformação registrou a abertura de 12.873 empregos com carteira assinada. O comércio, por sua vez, contratou 10.721 trabalhadores formais. Já a construção civil abriu 1.017 vagas com carteira assinada.
Por outro lado, a agricultura registrou a demissão de 12.412 trabalhadores formais em agosto deste ano, ao mesmo tempo em que os chamados "serviços de utilidade pública" registraram resultado negativo, com a demissão de 434 trabalhadores com carteira em agosto deste ano.
 
Regiões do país
Segundo o Ministério do Trabalho, houve o registro de contratações em todas regiões do país em julho de 2017. Veja abaixo a variação do emprego formal por regiões:
Centro-Oeste: +4.655 vagas abertas;
Sudeste: +1.628 vagas abertas;
Nordeste: +19.964 vagas abertas;
Norte: +3.275 vagas abertas;
Sul: +5.935 vagas
 
Salário médio de admissão
A partir deste mês, o Ministério do Trabalho informou que passará a divulgar, mensalmente, o valor do salário médio de admissão dos trabalhadores - informação que, até o momento, era divulgada trimestralmente.
Segundo o governo, o salário médio de admissão registrou crescimento real (acima da inflação) de 0,88% em agosto deste ano na comparação, para R$ 1.495,07, na comparação com julho - quando estava em R$ 1.482,07.
No acumulado do ano, o crescimento real foi de 5,13%, visto que o salário médio de admissão estava em R$ 1.419,83 em dezembro do ano passado.
 
Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/emprego-formal-sobe-pelo-5-mes-seguido-em-agosto-com-35-mil-vagas-abertas.ghtml

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